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Dinâmicas da rede

As dinâmicas que embalam os agroextrativistas que constroem a Rede estão baseadas no envolvimento político-comunitário das famílias, nos princípios que as une e reúne como agricultores, pescadores, extrativistas, vazanteiros, quilombolas, indígenas e retireiros, Povos do Cerrado.

Essas dinâmicas são práticas sociais, das quais nos tornamos parte – monitores, famílias, conselho, assessoria – apropriando saberes e fazeres, para intervir na realidade, criando e recriando a atuação em rede.

É uma configuração da dinâmica político-comunitária territorial no bioma Cerrado, onde os agroextrativistas organizados em núcleos comunitários (compostos de 5 a 8 famílias) discutem, planejam e realizam a produção agroecológica e o manejo sustentável do Cerrado, unindo de forma solidária, simultânea e recíproca comunidades e municípios, formando territórios em rede. Esta dinâmica é marcada pela participação social, formando uma malha horizontal, que une famílias, monitores, conselheiros e assessoria, que têm como espaços deliberativos os Fóruns Territoriais e Assembleias.

É uma dinâmica baseada na prática educativa e solidária dos agroextrativistas, que buscam estabelecer uma maior autonomia em relação aos seguintes pontos: assistência técnica, gestão, produção e organização, por meio do processo de aprendizagem-ação, do saber-fazer técnico e político dos monitores (as) agroextrativistas do Cerrado.

Os monitores são agroextrativistas escolhidos pelas próprias famílias do seu núcleo comunitário, que a partir da formação em agroecologia assumem o compromisso de capacitar às famílias do núcleo comunitário, realizando reuniões, oficinas, dias de campo, mutirões comunitários, campos de demonstração agroecológica, áreas de monitoramento.

Esta prática educativa comunitária contribui no processo de estudo das famílias sobre agroecologia, preparando-as para construir, inovar e implementar o manejo dos agroecossistemas, como forma de aumentar a eficiência biológica geral, manter a capacidade produtiva e a autosuficiência do agroecossistema.

A formação dos monitores é realizada pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (CEDAC), no Centro Nacional de Agroecologia, em sistema de alternância entre a comunidade e as atividades de formação no Centro.

É um sistema de garantias próprio, construído pelos agroextrativistas participantes da Rede, a partir dos princípios da agroecologia que demonstram como é realizada a auto-gestão, a capacitação, a produção, o manejo, a agroindustrialização e a comercialização, de forma responsável, transparente, justa e solidária com o ambiente e as pessoas, a partir do envolvimento direto dos agroextrativistas do Cerrado. Este processo possibilita às famílias organizadas nos núcleos comunitários a valorização do seu saber-fazer e do uso sustentável dos recursos naturais num território, de forma a desenvolver seus conhecimentos sobre a agroecologia na propriedade familiar, a partir do intercâmbio entre núcleos, construção de acordos comunitários, verificação participativa de conformidade orgânica, realização de visitas de pares, plano de manejo orgânico, plano de manejo do extrativismo sustentável orgânico, acompanhamento dos monitores, produzindo alimentos orgânicos e saudáveis para o consumo.

A Autogestão dos Empreendimentos em rede é um sistema compartilhado que permite a tomada de decisão a partir da participação direta das famílias organizadas nos núcleos comunitários que planejam, organizam a produção e constroem a formação do preço justo dos produtos, tudo discutido com os conselheiros e a assessoria.

É um sistema de microfinanças voltadas para o agroextrativista dentro da sua dinâmica político-comunitária, que visa o fortalecimento de ações comunitárias, produtivas, agroecológicas, de custeio familiar, entre outros.

A formação dos monitores é realizada pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (CEDAC), no Centro Nacional de Agroecologia, em sistema de alternância entre a comunidade e as atividades de formação no Centro.