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Territorialidade da rede

A Rede (re)úne lugares de terras comuns de Cerrado e de conhecimento que ganharam significados, pela resistência, trabalho, novas relações produtivas e organizativas que teceram alianças e nós, formando um território de saberes em rede.

Esse novo sujeito social se reafirma e configura coletivamente unindo comunidades rurais em torno de suas estratégias e lutas, buscando legitimidade num determinado território, garantindo formas sustentáveis de uso comum dos recursos da natureza que valorizam e resgatam seu modo de vida, mostrando que o Cerrado tem valor através da sua diversidade, nos frutos da favela, do pequi, do baru, do jatobá, do inajá, do buriti e de tantas outras plantas manejadas e consumidas pela sociedade.

A Rede está organizada em três territórios políticos, que compreendem modos de vida e cultura associados, os quais dão a estas comunidades um sentimento de pertencimento ao Cerrado. São eles: Território Goiano, Território Mineiro e Território Nordeste. 

Mapa dos territórios da Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado

Princípios da rede

Respeitar o Cerrado.

● Não praticando queimadas;

● Coletando apenas frutos caídos no chão e deixando parte dos frutos para os animais;

● Não derrubando os frutos com vara ou qualquer outro instrumento;

● Cultivando roças de forma ecológica, garantindo a diversidade biológica e autonomia dos agroextrativistas.

Desenvolver com democracia e justiça.

● Não explorando outras agroextrativistas, através da prática de compra de frutos, ou mesmo a contratação de mão-de-obra para a coleta;

● Trabalho deve ser familiar, sem a participação de crianças de até 14 anos em atividade que possam comprometer a sua integridade física, moral e intelectual, e os adolescentes participantes devem estar frequentando a escola;

● Participação das mulheres com direitos iguais;

● Estabelecendo um preço justo e estimulando o consumo sustentável.

Fortalecer a identidade dos agroextrativistas do Cerrado.

● Valorizando e reconhecendo seu conhecimento tradicional associado à biodiversidade, como forma de sobrevivência e autonomia;

● Com a participação de famílias que realizam atividades como agricultura, extrativismo, pesca e turismo, sob regime de economia familiar;

● Lutando pela garantia de acesso aos meios de reprodução social, como a terra, a água e a biodiversidade do Cerrado.